Em busca de uma maior compreensão deste universo
domingo, 14 de setembro de 2014
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Sourds et malentendus
Há pouco mais de uma semana, estávamos todos juntos no
quintal. Brindamos à saúde, brindamos pela alegria de podermos comer um
tambaqui assado na brasa. A dona da casa estava tão feliz pelo peixinho
fresquinho que viera de outros rios. Seus netos brincavam de pega-pega. Seus filhos bebiam uma cervejinha. A Baniwa e a Kunhã-kariwa também, mas com um auto-controle
exagerado. “O senhor bebeu?”, diria mais tarde o pequeno.
No final da noite, meu velho amigo Dessano voltou para casa com as crianças
de moto. E, nós, mulheres, ficamos encharcadas à espera de uma lotação. E rimos juntas, celebrando um companheirismo que começava a nascer. Rimos ainda mais quando percebemos que éramos as donas das chaves.
Hoje, após dias sem entrar no Facebook, recebi a notícia de
que um dos garotões havia partido :(
São Paulo, 08 de agosto de 2014.
sábado, 21 de junho de 2014
Diário goiano,
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Línguas de Sinais,
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Em sinais
Desde agosto de 2013, sou professora dessa turminha de Letras - Libras.
![]() |
A turma de Fonética e Fonologia (2013/2) e de Morfologia (2014/1) |
Claro, que isso só é possível porque há uma equipe de intépretes fantástica:
![]() |
A voz e o sinal... |
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
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Tempo de revolução
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Ser professor
"Outro problema maior que estamos enfrentando hoje é a entrada na nossa área dos não-indios que são os madereiros. Eu acho que lá na aldeia eles não vêem isso ou fingem que não vêem. O meu padrasto, ele era só um professor, mas ele enfrentava eles. Ele entrava na nossa área para verificar se eles não estão roubando madeira, mas infelizmente ele se foi em 24 de janeiro de 2013.
Por isso que quero ser igual a ele, ser professora, mas também enfrentar, esses problemas que hoje ninguém está enfrentando. Então ser professor não é só ensinar a ler e escrever. É ensinar o aluno a saber confrontar a realidade de opressão de nós povos indígenas. Ser professor é isso, é saber dialogar, fazer refletir os problemas"
Edimara Gavião, após discussão sobre Paulo Freire em aula de Inglês Intercultural.
Por isso que quero ser igual a ele, ser professora, mas também enfrentar, esses problemas que hoje ninguém está enfrentando. Então ser professor não é só ensinar a ler e escrever. É ensinar o aluno a saber confrontar a realidade de opressão de nós povos indígenas. Ser professor é isso, é saber dialogar, fazer refletir os problemas"
Edimara Gavião, após discussão sobre Paulo Freire em aula de Inglês Intercultural.
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