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terça-feira, 26 de setembro de 2017 0 comments

O regresso



Muitos e muitos anos atrás, Ulysses partiu e levou vinte anos para retornar à  casa em que Penélope lhe aguardava... Vinte anos lutando as mais duras batalhas, vinte anos vendo a morte, lidando com decepção e ódio. Na história grega, o retorno é celebrado, é festivo. Mas o que de fato acontece após vinte anos vivendo os horrores de uma guerra? Vinte anos depois de conviver com a morte, ou com a loucura, ou com a tristeza?

Há um conto japonês que trata exatamente de um homem que regressa da guerra, regressa de conhecer o pior lado da humanidade. Ao chegar, sua esposa o recebe com festa, alegria, boa comida, e com toda exuberância da mulher que, apesar do passar dos anos, se manteve bela e tão apaixonada (ou mais!) quanto a menina de dezesseis anos.

O primeiro encontro é celebrado junto ao mar. No momento exato em que se veem depois de vinte anos, os olhos voltam a brilhar, o coração palpita, é impossível manter a seriedade que se espera de duas almas que, após vinte anos, deveriam se comportar como amigos que não se veem há tanto tempo. Junto ao mar, longe de todas as guerras, longe da realidade, a única coisa que importa é curtir aquele momento, eternizá-lo. E cada toque lembra uma intimidade que nunca foi possível com nenhum dos amores que o sucederam.

Ainda que mágico, ainda que revelador de uma sintonia incrível, era apenas um final de semana. Nos dias que se sucederam, o homem decide retornar à guerra. Talvez por culpa, medo, fuga, não importa... Durante algum tempo, a mulher continua a enviar cartas, tenta dizer para si mesma que o amor é construído de paciência, persistência, permanência, paixão e perdão. A cada carta, porém, a ferida reabre... Então, para continuar vencendo as batalhas de cada dia, as batalhas que têm vencido sozinha nos últimos vinte anos, a mulher, ainda que dolorosamente, decide diminuir a frequência das cartas, até que se silencia. Não porque deixou de se importar, mas porque foi percebendo que era uma questão de sobrevivência.



sábado, 30 de abril de 2016 0 comments

A terra e a lua

Durante todas as noites, depois que todos vão  dormir, a lua e a terra têm um romance. E ainda que não possam tocar-se, todo o universo conta sobre o grande amor entre a terra e a lua.




sábado, 23 de abril de 2016 1 comments

Os bons costumes








Costumes, costumes costumes,
Como podem os servos de Deus
se tornarem escravos dos homens?

A canção de abertura da série turca não poderia ser mais apropriada ao momento em que estamos vivendo.  Momento em que o conselho dos aghas (aka, 'congresso nacional') toma decisões em nome da família, de Deus e, por que não dizer "dos bons costumes". Cabe a uma criança explicar que o agha "é o dono de tudo e de todos por aqui". Com um pouquinho mais de busca na internet, descobrimos que agha era o termo usado no Império Otomano (1299-1923) para designar o chefe de uma unidade política, que atuava como juiz e militar, grande proprietário. Na terra do pequi, "nosso adorado coronel".

A série conta a história do casamento entre o agha, Boran, e a filha de camponeses, Sila. A farsa se desfaz rapidamente e descobrimos que nem Boran nem Sila aceitam o papel que receberam ao nascer: o dele, de se tornar um assassino; o dela, de ser bela-recatada-e-do-lar. Juntos, Sila e Boran enfrentarão os costumes de Mardin, uma cidade perdida na história.

A série ganhou as televisões da Turquia, da Grécia, da Croácia, Eslovênia, da Servia, de Montenegro, da Bosnia e Herzegovina, da Macedônia, da Bulgária. Cruzou o oceano e tornou-se novela para cativar os públicos da Colômbia e do Chile. E, então, desembarcou no Brasil. Nesse telefone sem fio de inúmeras traduções, o questionamento às tradições se esvaziou. Na dublagem da Band, "agha" soa como um sobrenome qualquer. A punhalada mais gritante no texto, no entanto, vem da substituição da canção Töre (Costumes) de Sezen Aksu, cantora reconhecida mundialmente e ativista, por  Vai chegar de Li Martins (QUEM???), cantora estreante que foi trazida do reality A Fazenda. Não sejamos ingênuos, não se trata de uma adaptação para o (des)gosto musical brasileiro. A mudança tira o foco do questionamento das "leis dos homens em nome de Deus" e transforma a história em um conto de fadas mal-ajambrado em que a donzela espera por um amor que "vai chegar para durar para sempre, a gente tem de acreditar". 

ɑɑɑɑɑh:

Bile-em-vômitos-300x252.jpg (300×252)       
terça-feira, 19 de abril de 2016 0 comments

Hope

sábado, 16 de abril de 2016 0 comments

O mesmo coração

"Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia"
Tolstoi



Há algum tempo deixei de ter televisão em casa. Durante os anos de Holanda, a televisão não me fazia falta e depois no Brasil, levamos um tempo para decidirmos a comprá-la: uma Sony, gigante, de led que acabou por chamar atenção de alguns homens que a roubaram - o aparelho e minha paz...

Daí decidimos ficar sem televisão por tempo indeterminado. A decisão combinava com o discurso de "professora universitária" que não precisa de televisão, daquela que lê as notícias por diversos meios de comunicação - não ficando trancada na perspectiva manipuladora da Globo.

Para além do discurso, há uma mulher apaixonada por histórias longas, por histórias de amor, de ódio, de vingança. A mesma paixão que me leva para a literatura, também me leva para as novelas... Ah! Sim... Devo confessar que os capítulos iniciais de uma novela podem me cativar e me prender, como prendem à minha mãe, como prendiam à minha avó e é fácil imaginar que minhas bisavós ou tataravós também se prendiam por uma história de amor - seja essa história registrada em livros, folhetins, rádio, televisão ou agora no Youtube...

Assim, alguns dias em casa de minha mãe foram suficientes para que eu me interessasse pela história de Sila, uma jovem turca que se casa com o chefe de uma tribo do interior da Turquia. No decorrer dos capítulos (que assisto em Espanhol, na internet), a novela joga com as dicotomias turcas:

Istambul              Mardin
            Europa              Oriente Médio
atualidade          tradição 


Aparentemente a novela tenta criticar as tradições, o papel insignificante da mulher naquela sociedade, mas ao fazê-lo não deixa de ratificar os valores que condena. A autora parece consciente de que o maniqueismo não se sustenta, de que heróis e vilões têm "o mesmo coração". Em um diálogo intenso e preciso, enquanto Berzan descreve o crime que permitiu o nascimento de seu filho, Boran não o pode julgar, não pode se livrar de seus próprios pensamentos, de sua própria culpa: 

"O amor, sabes bem, o venenoso que pode ser. A diferença entre nós é que não tive a oportunidade de desculpar-me, nenhuma oportunidade".



domingo, 14 de setembro de 2014 0 comments

Sourds et malentendus



Em busca de uma maior compreensão deste universo
sábado, 17 de agosto de 2013 0 comments

Minha primeira aventura em LIBRAS

Na próxima semana, começa o meu quarto semestre de UFG. Desta vez, fui convidada para um super desafio: ministrar "Fonética e Fonologia" e "Sintaxe" no curso de Letras, com habilitação em Língua Brasileira de Sinais. A ideia é apresentar Fonologia e Sintaxe a partir de uma perspectiva tipológica, de modo a trazer um suporte teórico para que os alunos reflitam sobre a estrutura das línguas naturais, orais ou sinalizadas. Estou ansiosa para esse novo desafio!!!

Para entrar no clima, vamos a um filme lindo sobre o primeiro amor entre um garoto ouvinte e uma garota surda.




A legenda é de Quintino Martins de Oliveira, intérprete da UFG.


domingo, 27 de maio de 2012 1 comments

As 13 flores de Nanjing

Estamos acostumados a ver nos cinemas o terror espalhado pelo Nazismo Alemão. É como se a Alemanha estivesse sozinha em sua empreitada irracional. Em As Flores da Guerra (金陵十三钗 no original :) ), somos apresentados a um outro cenário da guerra: a invasão do Japão à China em 1938.

O filme é uma adaptação do romance As 13 mulheres de Nanjing de Geling Yan. Durante a ocupação, um americano se refugia com um grupo de meninas chinesas em uma igreja. Logo em seguida, um grupo de prostitutas consegue entrar na igreja e também encontram ali refúgio. Fique bem claro: ninguém abre o portão para entrarem, mesmo assim elas não se intimidam e simplesmente pulam o muro.

Como esperado, a convivência entre os dois grupos não é nada fácil. Nos momentos críticos, porém, a rivalidade é deixada de lado diante das perdas. Mais do que briguinhas fúteis, é preciso preservar a honra, a integridade e a vida das mulheres chinesas. A honra acima da própria vida.

Aqui, cabe entender a estratégia de guerra dos japoneses: a destruição moral do inimigo. Para tanto, durante a invasão de Nanjing, 20.000 a 80.000  mulheres e crianças foram estupradas (detalhes na Wiki). Obviamente esse número é controverso: por um lado, os japoneses tentam negar tamanha atrocidade; por outro lado, é sempre possível que as autoridades chinesas exagerem. Uma ou um milhão de mulheres, a atrocidade é a mesma, não é mesmo?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 0 comments

Sonny Boy

O cinema holandês está sempre tentando entender a guerra e a sociedade que a gerou. Já comentei aqui sobre Zwartboek ("Livro preto", 2006) e Oorlogswinter ("A guerra no inverno", 2008). Em Sonny Boy (2011), a diretora Maria Peters retoma o tempo da guerra para contar a história real de Rika van der Lans e Waldemar Nods. Rika é uma mulher alegre, forte, mãe de quatro crianças que se divorcia do marido quando descobre que está sendo traída. Waldemar é um surinamês que imigra para Holanda em busca de melhor educação. 


Uma mulher separada e um jovem negro? Na Holanda de 2012, pensamentos preconceituosos seriam provavelmente reprimidos (não que tenham desaparecido, mas a maioria das pessoas acredita que cada um deve cuidar de sua vida, desde que não atrapalhe a dos outros). Na Holanda de 1930s, porém, o casal era visto como uma afronta aos valores da época e, portanto, era melhor que estivesse longe dos olhos dos "cidadãos de bem". 

Não espere, porém, um Romeu e Julieta dos anos 1930. Rika e Wald parecem estar juntos mais por amor ao pequeno Sonny Boy do que por serem felizes. Juntos, enfrentam a pobreza, as manifestações racistas da sociedade em geral e das próprias famílias. Os problemas do dia-a-dia, porém, tornam-se menores diante da guerra.

Contar essa história quando a população holandesa começa a votar em políticos conservadores, xenófobos, já é por si só um valor do filme. Para nós, brasileiros, faz refletir sobre atitudes racistas. Se, no passado, pudemos fingir que racismo era coisa de americano, a blogosfera espalha histórias que deveriam acabar com nossa hipocrisia sobre o assunto: o racismo ocorre no restaurante de Sampa (aqui), no supermercado na Bahia (aqui), onde mais?

domingo, 12 de junho de 2011 0 comments

A escola do silêncio

Feche os olhos, tente voltar no tempo, para o tempo em que você era uma criancinha com seis ou sete anos. Primeira aula na escola e a professora começa a falar:

- Jetzt gehen wir lernen duits zu schreiben...

Putz!!! Ela está falando Alemão (naquela época, você provavelmente não conseguiria nem chegar a essa conclusão). E agora? Depois de chorar à beça, você ia acabar descobrindo que o melhor é ficar quietinho e fingir que está entendendo - cara de paisagem é sempre uma boa estratégia.

Se Alemão é difícil para nós. Português é difícil para as crianças alemãs nas escolas de comunidades pequeninhas no Rio Grande Sul. Clarice Lispector, falante nativa de íidiche, deve ter aprendido muito sobre o silêncio na experiência da escola monolíngue em Português para crianças que não falavam Português.

Durante a segunda guerra, Getúlio Vargas decidiu proibir as línguas estrangeiras no Brasil, especialmente Alemão, Italiano e Japonês - justamente três dos povos que formam boa parte da sociedade brasileira do sul do país. Proibir na ditadura getulista significava prender quem desobedecia, torturar etc.

Não era a primeira vez que um decreto proibia a diversidade linguística do território brasileiro. Já em 1757, Pombal proibiu que as pessoas falassem a língua geral no território de Maranhão e Grão Pará. De ditadura em ditadura, chegamos à proibição das línguas dos imigrantes.Só em 1988, começamos a mudar esse quadro - os povos indígenas passaram a ter o direito constitucional de ensinar em suas próprias línguas. Os povos estrangeiros, no entanto, continuam silenciados pela lei do monolinguismo.

O vídeo fala de política linguística no sul do Brasil e menciona o documentário Walachai de Rejane Zilles (Brasil, 2009). Estou morrendo de vontade de ver, mas acho que vou levar um tempinho para ter acesso. Vai a dica para quem está no Brasil (a Biblioteca da ECA-USP costuma ter esses filmes):




Post escrito em junho, 2010
sábado, 17 de julho de 2010 0 comments

De Storm



Um vulcão no meio de Los Angeles, uma era glacial súbita, vários tipos de meteoros, os mais diferentes povos extraterrestres, o cinema americano não tem mais por onde inventar cenas apocalípticas. Há algumas semanas, assisti a uma versão holandesa do "apocalipse". Ao invés de puro delírio de cineasta, cenas gravadas combinadas a vídeos da época. "De Storm", filme de Ben Sombogaart lançado em 2009, trata da grande imundação de 1953, quando o dique de Zeeland simplemesmente não aguentou a força das águas.

Naquela época, as equipes meteorológicas locais não trabalhavam à noite e, por isso, ninguém percebeu o estrago iminente. Foi preciso amanhecer para que o resto da Holanda e o mundo soubessem o que havia acontecido. Mais de 1800 pessoas morreram.

O filme conta essa história do ponto de vista de uma jovem de 18 anos mãe solteira. A garota, hostilizada pela sociedade da época, parte numa busca deseperada pelo bebê que ela sabe estar vivo, mas que é assumido como morto. Junto com ela, vamos nós expectadores, por um mundo de solidariedade e cobiça; de homens que juntos trabalham para reconstruir o dique; e de donos de hotéis que cobram fortunas dos desabrigados que esperam por socorro.

O trailler pode ser visto aqui. O vídeo acima é da banda holandesa Blof.

Geef niet op! Don't give up!
domingo, 18 de abril de 2010 1 comments

Duas visões

Em 2009, dois filmes contaram a história extremamente pesada de estupros seguidos de assassinato: O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos, Argentina/Espanha) e Um Olhar do Paraiso (Lovely bones, Hollywood).

Ambos tratam do desespero daqueles que buscam justiça e que tentam reconstruir a própria vida, após perderem suas amadas - a filha/irmã/amiga Susie, uma garotinha de 14 anos em Lovely Bones; e uma jovem linda esposa, no caso do filme argentino.

Com orçamento de $65 milhões, o filme americano apela para efeitos especiais (criados por Spielberg), uma vez que a garotinha assassinada acompanha do além a desestruturação de sua família, a busca incansável de um pai por justiça. E se já não bastasse, a menina teme ainda pela vida da irmã que tem de conviver com o vizinho assassino.

Com orçamento de apenas €2 milhões, O Segredo dos seus olhos mantém-se no nível do real. Aqui, o ponto de vista é de um funcionário público que tenta entender 25 anos depois o caso policial que mais marcou sua vida no Tribunal de Justiça. "Não A Justiça, mas UMA Justiça", diz a doutora (provavelmente promotora) Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil).

A Justiça, porém, tanto nos Estados Unidos quanto na Argentina, se mostra completamente incapaz. Cabe às vítimas procurarem alguma forma de justiça (ou vingança?).

O Segredo dos seus olhos obriga a pensar... Destrói nossas concepções sobre o bem e o mal e coloca-nos diante do 'ser humano' e suas paixões. O filme é duro, tenso, arrasador. Oscar de Melhor Estrangeiro e maior bilheteria na Argentina nos últimos 35 anos super merecidos.

Lovely Bones é maniqueista. Além disso, a necessidade hollywoodiana de aparar todas as arestas, torna o final do filme insuportável.
sábado, 20 de fevereiro de 2010 1 comments

Minha lista de filmes (2009)

O UOL acabou de publicar a lista dos melhores filmes do ano segundo os críticos. Esses caras listam filmes que não estão nos grandes circuitos - e que muitas vezes são de fato fantásticos. Lembro-me do tempo de colégio, em que a Amiga-Jornalista (na época, Adolescente-Intelectualizada) nos convencia a ir ao Belas Artes.

Minha lista de 2009 é completamente holywoodiana, curtinha e totalmente influenciada pela moda 3D:

Gran Torino - Cito Sérgio Alpendre : "Eastwood consegue a proeza de se repetir e ao mesmo tempo realizar uma tocante ode à amizade e à diferença"

Up - Na primeira parte do filme, vemos em um trailer a crueldade com que a vida real trata pessoas simples. Na segunda parte, tudo se transforma em sonho e magia, como se espera de um filme da Pixar.
Fui assistir o filme com uma garotinha de quatro anos. No final, ela perguntou para sua mãe: "Mãe, cadê a velhinha?". A mãe, estabanada, respondeu de sopetão: "A velhinha morreu, oras". Duro para um filme infantil, não?

Avatar - Não poderia faltar o lançamento de final de ano que mais arrecadou na história do cinema. O que dizer? Lindo, mas ainda prefiro a minha floresta real, não maniqueista, sem o mito do bom selvagem de Rousseau. Vale a diversão e o explendor da tecnologia bem usada.
segunda-feira, 15 de junho de 2009 0 comments

A guerra na visão holandesa

They are just human beings...


Este final de semana, assistimos a dois filmes holandeses sobre a guerra: Zwartboek ("Livro preto") e Oorlogswinter (2008), "a guerra no inverno".

Diferente da visão maniqueista a que estamos mais acostumados, nos filmes holandeses prevalece a consciência de que todos eram vítimas.

Em Oorlogswinter, o governo nazista era capaz de fuzilar o prefeito da cidade na praça central em plena luz do dia. Por outro, os soldados alemães salvam a vida de um garoto (o filho do prefeito) no canal congelado. "Quando os russos chegarem, vamos saber quem é o conquistador", resume uma personagem ao final do filme.

Zwartboek peca por um enrendo meio pastelão, mas mantém a consciência de que bons e maus estão em todos os lados. O filme nos leva a torcer pela vida de um general alemão e, ao mesmo tempo, mostra que na Resitência havia muitos nazistas infiltrados.

Longe de mostrar os "salvadores" que destroem o inimigo nazista, os filmes lembram que os soldados - tanto alemães quanto os resistentes - são homens, com seus medos, com seu ódio, mas também com uma capacidade imensa de ser solidário.

 
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