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domingo, 23 de julho de 2017 0 comments

A mensagem do templo budista


Todas as vezes que estive em Amsterdam - e foram muitas! - encontrei o templo budista fechado. Não que o templo estivesse sempre fechado, eu é que costumo passar pelo bairro chinês apenas à noite. Hoje foi diferente. Hoje, justamente hoje, em que todas as bençãos do universo são necessárias para que amanhã seja um dia de paz. E olha a mensagem que recebi dos deuses daquela antiga civilização:



Espero que amanhã eu consiga trazer meu espírito em paz, "with no anger", e assim, consiga selar a paz. A  paz que tem esse poder mágico de preservar tudo que houve de belo, e dar sentido às lutas e temores do passado. Enfim que amanhã seja um dia de paz.





sexta-feira, 21 de julho de 2017 0 comments

O Retorno da Intuição



During a period of my life, I heard that "love is over rated". The idea was so absurd  that I haven't payed any attention, I just ignored it...

Ontem, foi a última vez que eu me permiti ouvir essa frase. Foi também a primeira vez que prestei atenção em seu significado. Não há mistério, as pessoas não tiram a máscara out of a sudden...  A verdade esteve sempre ali, sempre clara. Fui eu que preferi não a ouvir...

Em Correndo com os lobos, Clarissa Pinkola Estés discute o nosso excesso de "academicismo" como uma das causas de abandonarmos a intuição feminina, a capacidade de reconhecer o perigo, de se afastar do Barba-azul, analisado por ela como o arquétipo do homem com quem a mulher jovem e ingênua se deixa envolver "porque não é tão mal assim.." E, como se fosse "piece of cake", recomenda

Tente prestar atenção à sua intuição, à sua voz interior, faça perguntas, seja curiosa, veja o  que estiver vendo, ouça o que estiver ouvindo, e então aja com base no que sabe de verdade

Ainda que não seja óbvio como reconhecer a voz interior, está na hora de eu me deixar guiar pela intuição ancestral, pelo cheiro, pelo brilho nos olhos, pelo barulho do rio, pela beleza e força das danças caribenhas...
quinta-feira, 8 de junho de 2017 0 comments

Brincando de Camões



Nos dois primeiros anos na Holanda, estive muito sozinha. Nos primeiros meses, havia ainda pesquisadores de pós-doutoramento e de doutoramento, mas no segundo ano, não havia mais ninguém. A tese era tudo o que importava. 

O escritório, no décimo segundo andar, tornou-se uma espécie de Torre de Marfim, da onde eu olhava o mundo e enxergava um tabuleiro de xadrez. O mundo real foi esvaindo-se, descolorindo, desaparecendo...

Certo dia, eu estava às voltas com um problema de fonologia. Para não perder tempo, resolvi descer ao térreo para almoçar. Como o enxadrista que antecipa as jogadas na mente, eu poderia continuar resolvendo o problema durante o almoço.

Ao chegar ao térreo, vi fumaça e muita gente. Concluí que perderia muito tempo para almoçar e, por isso retornei ao elevador para subir ao décimo segundo andar. Ao chegar, soou o alarme de incêncio. BUEMBA!!! Onde há fumaça, há fogo - "mais é inteligente demais essa menina", diria o tio Contador.

Como a minha sala ficava bem perto do elevador, fui rapidinho buscar os papéis com narrativas em Nheengatu. Então desci os doze andares, caminhando, tranquilamente, com a tranquilidade dos holandeses que eu encontrava no corredor.

Ao chegar ao térreo e sair do edifício, percebi que estava nevando e eu havia esquecido o casaco. Afinal, por que lembrar do casaco que protege o corpo, quando era preciso salvar as narrativas em Nheengatu que alimentam a mente?

Naquele tempo, o mundo real nem existia...


sexta-feira, 11 de novembro de 2016 0 comments

Collecting the 19th century

Museological and archaeological perspectives fromEurope and Latin America, Leiden University, October 17th, 2016
.


The event put together colleagues working on the anthropological collections made in 19th century by European museums, using material collected in Americas. The event made me think about my own work as a linguist who describe indigenous languages: is the documentation of indigenous languages of Americas a continuity of the 19th century expeditions? Is  digital database a modern version of museum collections? How can we use the activity of documenting languages and registering cultures to have a stronger impact in the valorization of cultural diversity?  How can we use the activity of documenting languages and registering cultures to have a stronger impact in the day-by-day lives of the communities with whom we work?
terça-feira, 12 de abril de 2016 0 comments

Home sick


http://join.lovingvincent.com/
sábado, 19 de setembro de 2015 0 comments

Vaas Vase Vaas Vase

HUSBAND: - Are you going to bring a bone to Leo?
WIFE: - No
- Why not?
- Mommy doesn't like bones because Leão destroyed a [veɪs]...
- What?
- A  [veɪs]
- Ah, you mean  [ vɑːz]...
 [veɪs]
[ vɑːs]
[ vɑːz] is Dutch.
- No, it is English
- No, it is Dutch.
Husband looks on the internet:
- See, it is English
Wife looks on the internet:
- Ah... come on... it is Dutch.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 1 comments

Mulheres modernas usam silicone

Atrasada como sempre, acabo de descobrir as maravilhas do silicone. Olha só o bolo de cenoura que eu acabei de fazer:



Tudo muito mais fácil com a forma de silicone e o pincel de silicone


quarta-feira, 1 de junho de 2011 3 comments

Um lado / outro lado



Um lado de mim teima em ler poemas tristes e gostaria de reproduzir estas palavras de José Luís Peixoto:


"a minha dor é esta primavera que nasce e me mostra
que o inverno se instalou definitivamente dentro de mim"

Outro lado de mim resiste:

"A sorrir eu pretendo
levar a vida
Pois chorando eu vi 
a mocidade perdida
Finda a tempestade
O sol nascerá 
Finda esta saudade
Hei de ter outro
alguém para amar"


domingo, 7 de novembro de 2010 0 comments

Novas funções para velhas igrejas

Igreja transformada em livraria em Maastricht
sábado, 17 de julho de 2010 0 comments

De Storm



Um vulcão no meio de Los Angeles, uma era glacial súbita, vários tipos de meteoros, os mais diferentes povos extraterrestres, o cinema americano não tem mais por onde inventar cenas apocalípticas. Há algumas semanas, assisti a uma versão holandesa do "apocalipse". Ao invés de puro delírio de cineasta, cenas gravadas combinadas a vídeos da época. "De Storm", filme de Ben Sombogaart lançado em 2009, trata da grande imundação de 1953, quando o dique de Zeeland simplemesmente não aguentou a força das águas.

Naquela época, as equipes meteorológicas locais não trabalhavam à noite e, por isso, ninguém percebeu o estrago iminente. Foi preciso amanhecer para que o resto da Holanda e o mundo soubessem o que havia acontecido. Mais de 1800 pessoas morreram.

O filme conta essa história do ponto de vista de uma jovem de 18 anos mãe solteira. A garota, hostilizada pela sociedade da época, parte numa busca deseperada pelo bebê que ela sabe estar vivo, mas que é assumido como morto. Junto com ela, vamos nós expectadores, por um mundo de solidariedade e cobiça; de homens que juntos trabalham para reconstruir o dique; e de donos de hotéis que cobram fortunas dos desabrigados que esperam por socorro.

O trailler pode ser visto aqui. O vídeo acima é da banda holandesa Blof.

Geef niet op! Don't give up!
segunda-feira, 12 de julho de 2010 2 comments

WK

Há tempos não se via Amsterdam tão holandesa. Até no dia da Rainha, a festa é dos turistas e estrangeiros. Mas, ontem, Amsterdam era holandesa. O Inglês deu lugar ao Holandês. Aqui e acolá, uma bandeira espanhola. O respeito pelo outro está acima de tudo — sempre!

Chegamos ao Museumplein exatamente na hora do jogo. Já no hino uma ironia

Een Prince van Oranje
ben ik, vrij onverveerd,
den Koning van Hispanje
heb ik altijd geëerd

(Um príncipe de Orange,
eu sou, livre e sem medo.
O rei da Espanha,
eu sempre honrei).

Memórias de um tempo em que os espanhóis mandavam por aqui. Os telões eram gigantescos, mas faltaram colinas para que fosse possível enxergá-los de longe. Caminhamos. Todos de Laranja, a cor da dinastia. No caminho uma imensa TV em uma loja e algumas pessoas assistindo ao jogo dali. Paramos. Era preciso ver o jogo, mesmo que o que víamos era decepcionante.

Intervalo.

Leideseplein. O laranja das camisetas dava lugar a corpos suados, tatoos. Cerveja. Pouca. Por 5,20 euros, ninguém se arriscava — e, geralmente, quem o fazia se esquecera de perguntar o preço. Hop Hop Holland! Em tempos de WK, não se grita Netherlands — nome criado para dar mais autonomia aos países baixos, especialmente a Frísia e Limburgo. Hop Hop Holland! E eles lutaram... Mas Robben perdia todas as oportunidades criadas. Que maldito treinador não colocou Wesley Sneijder na frente? Irritações do Namorado... Eu apenas assisto. E torço. Muito. É preciso vencer.

Intervalinho.

O duelo recomeça. Os guerreiros milhonários já estão cansados. Questão de tempo para ver o triunfo espanhol. O cartão vermelho encerra a luta. Calma, ainda há chance, eles têm de levar para os penaltis. Não o fazem. Desejam a vitória, mas já estão fracos para lutar. E de repente, gol. Let’go home.

How? I’m hungry... Ok, let’s eat first. O jogo ainda não terminou, mas as filas já começam a se formar.

So, where we go? Everybody is going to the Centraal. Better to go to Zuid.

Silêncio. Amsterdam queria ouvir mais Holandês, mas só pôde ouvir o silêncio.

O silêncio é quebrado apenas por casais que discutem. As mulheres lembravam que era só um jogo, brincadeira. Os homens lembravam que o futebol é a guerra dos tempos de paz. Era preciso vencer. Mas não venceram. A derrota da seleção revitaliza as próprias frustrações.

De Leideseplein a Zuid. 30, 40 minutos? Não tínhamos relógio. Apenas sei que chegamos à estação meia-noite e cinco. Trem. Em 15 minutos estávamos em Hoofddorp. Cadê a chave da bicicleta? Procura-se... Enfim, encontramos no chão, ao lado da bicicleta. Terá caído neste minuto ou há horas atrás? Melhor agradecer ao Papai do Céu. Home. Rose wine. Internet. WOW! It is already 3.30. Good night.
sábado, 26 de junho de 2010 0 comments

Desafio do lixo


Amsterdam, maio de 2010, quando começaram a limpar a cidade após a greve dos lixeiros (30/04 até meados de maio)


Onde vamos pôr
as caixas de isopor
onde diabos vamos pôr
as nossas caixas de isopor

como nos livrar
das plásticas palavras
ditas á mesa do bar
palavras que vão dar no mar

poluir é ir juntando o que resta de nós
após as refeições
nossos retos mortais

venenosas ilusões
milhões de garrafas vazias
cheias de alergias e aflições

onde vamos pôr
as caixas de isopor
a vida de mentira
a ira, do desamor

temos que encontrar o lugar
no deserto aberto
em nossos corações

Gilberto Gil.
http://www.gilbertogil.com.br/sec_musica.php?page=2
© Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul) / Preta Music (outros países)
domingo, 4 de abril de 2010 0 comments

Páscoa

Ufa! Finalmente a Páscoa para renovar as energias depois de um tempo de correria (e muita alegria com meus visitantes ilustres).

Na Páscoa holandesa, as casas são decoradas com galinhas e ovos cozidos pintados pelas crianças. A primeira vez que fui à casa dos pais do Namorado, me supreendi:

- Por que tua mãe gosta tanto de galinhas?
- É Páscoa!!!

Para mim, continuou estranho até que um Amigo-Engenheiro me explicou que era lógico, afinal galinhas botam ovos e não coelhos. Simples, não? Mas, eu, temoisa, continuo preferindo o Coelhinho da Páscoa com ovos de chocolate... Hummmmm... Gostoso!

E como dizem os holandeses:

FIJNE PAASDAGEN!!!!!!!!!
domingo, 7 de março de 2010 0 comments

A casa de Anne

A Kelli me perguntou a minha opinião sobre a Casa de Anne Frank em Amsterdam. Para quem não sabe, Anne Frank foi uma garotinha judia que, durante a guerra teve de se esconder nos fundos de uma casa em Amsterdam.

Escondida atrás de uma estante de livros, Anne escreveu um diário, em que conta o horror da guerra, o medo de serem encontrados pelos nazistas, o silêncio obrigatório. Enfim, um livro que todo adolescente deve ler.

A casa converteu-se em um museu que atrái turistas do mundo todo. Leitores, curiosos... Esse excesso de turistas me incomoda. Não é possível sentir o silêncio, o vazio, o que foi a guerra e a vida de Anne Frank.

Incomoda também o tom marqueteiro do museu. Quem quiser pode ao final da visita, enviar um video para a família comentando. A idéia é ótima para o Van Gogh, o Louvre, mas estúpida para um museu que trata de um dos momentos mais terríveis e dolorosos da história da humanidade.

Há claro um tom informativo, que vale a pena conhecer: os vídeos com entrevistas a Otto Frank e outras pessoas que conviveram com Anne; as cartas e fotos da época, etc. O museu seria excelente se eles controlassem o número de visitantes.

Antes de visitar o museu, vale a pena conferir os filmes sobre a guerra produzidos na Holanda, como já comentei aqui.
domingo, 21 de fevereiro de 2010 1 comments

A noite feminina em cidades pacíficas: Amsterdam e Gabriel




Ontem, encontrei amigas em Amsterdam e fomos ao Lolas, um bar com música alta, cheio de gente bonita. Cada uma veio de um canto da cidade e nos encontramos em Leidseplein. Para voltar para casa, cada uma também seguiria seu destino individualmente.

Em São Gabriel, eu e a Amiga-Professora-Educação-Física também saíamos bastante sozinhas. Iamos ao Puranga ou ao Kuka - os bares frequentados pelo pessoal da saúde e militares. Mais tarde, fiz outras amizades, com mulheres que viviam na cidade, e passei a dançar no Pé de Cará.

Amsterdam e São Gabriel permitem que suas belas mulheres saíam sozinhas - para dançar, para beber, para paquerar -, porque conciliam segurança e transporte noturno de qualidade. Em Amsterdam, qualquer garota pode pegar um ônibus, que tem horário certo para passar, e ir para sua casa tranquilamente. O preço varia entre 3,90 (dentro de Amsterdam) até 6 euros (para cidades mais distantes, como a minha Hoofddorp). Em Gabriel, é ainda mais fácil, as lotações esperam os clientes na frente dos bares. Basta pagar 5 reais e te levam para qualquer lugar da cidade.

Transporte de qualidade com preço razoável e segurança garantem a liberdade que as mulheres paulistas e cariocas perderam há muito tempo.
sábado, 16 de janeiro de 2010 1 comments

Que Pasa?

"Que pasa?" Nome perfeito para a festa da Sugar Factory (Amsterdam, 14 de janeiro).
Coloque músicas de todos os países latinos... O Brasil também entra, com funck carioca. Junte agora uma batida eletrônica. TU-TU-TU-TU-TU... "Que pasa?" TU-TU-TU-TU... Horas de dor de cabeça no dia seguinte... TU-TU-TU-TU...
terça-feira, 22 de dezembro de 2009 0 comments

Noite feliz

Hoje chegaram cartões de Natal pelo correio, pela internet, dos amigos de mais de quinze anos de amizade, dos amigos de poucos meses atrás... Mamãe apareceu no Skype para avisar que está indo para casa da vovó...

Aqui na Holanda, esqueceram do Natal. O papai Noel chegou no dia 05 de dezembro, trocamos presentes, teve jantar. Mas esqueceram da chegada do Papai do Céu. Não querendo ser tradicionalista, mas Natal é legal: família, Chester (a nova tradição do Natal), amigo secreto, vovó, oração de mãos dadas com a família toda, mamãe tentando convencer todo mundo a ir à missa, papai tomando cerveja...

Curtam tudo isso!!! Cada minutinho! Lambam os dedos no peito do peru! Tomem espumante da cesta de natal! E dê um abração na mamãe!

FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 0 comments

De volta

Depois de quatro voos (São Gabriel - Manaus - São Paulo - Paris - Schipol) finalmente cheguei em... casa? (ou saí dela?) Claro, cheguei sozinha, afinal as malas se perderam em Paris (europeus e sua eterna dificuldade de fazerem coisas simples como entregar as malas no lugar certo).

A menina do guichê da KLM foi super simpática, parecia mesmo envergonhada de terem perdido minha mala... Somente quando cometem erros percebemos que existem seres humanos aqui... Caso contrário são só as máquinas e suas informações úteis: esteira onde (deveria estar) sua mala; caixa automático para pagar estacionamento; cancela automática para sair do estacionamento...

Eles precisam cometer mais erros de vez em quando, né? Só pra gente ter certeza de que são de carne e osso como eu e você.
segunda-feira, 13 de julho de 2009 1 comments

Een biertje, alstublieft!

Todo turista tenta conhecer a noite de verdade - aquela em que estão os nativos e não os turistas. É o velho paradoxo: O que o turista mais quer é não ser turista.

Em Londres, fiquei hospedada em casa de uma Amiga-Africanista (Bethnal Green). À noite, fomos nos divertir em Brick Lane, uma rua enorme cheia de bares e restaurantes indianos baratíssimos!!!

Em Amsterdam, fuja de Leideseplein e de Rembrandtplein... Sério! Só consegui conhecer bares legais saindo com o Namorado-Holandês... Adoro as cervejas do De bekeerde suster na Niewmarkt. Elas são feitas por um processo artesanal... O nome do bar lembra uma freira - que nem sempre teria sido tão santinha :)

PROOOOOOOOOOOOOST!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, 15 de junho de 2009 0 comments

A guerra na visão holandesa

They are just human beings...


Este final de semana, assistimos a dois filmes holandeses sobre a guerra: Zwartboek ("Livro preto") e Oorlogswinter (2008), "a guerra no inverno".

Diferente da visão maniqueista a que estamos mais acostumados, nos filmes holandeses prevalece a consciência de que todos eram vítimas.

Em Oorlogswinter, o governo nazista era capaz de fuzilar o prefeito da cidade na praça central em plena luz do dia. Por outro, os soldados alemães salvam a vida de um garoto (o filho do prefeito) no canal congelado. "Quando os russos chegarem, vamos saber quem é o conquistador", resume uma personagem ao final do filme.

Zwartboek peca por um enrendo meio pastelão, mas mantém a consciência de que bons e maus estão em todos os lados. O filme nos leva a torcer pela vida de um general alemão e, ao mesmo tempo, mostra que na Resitência havia muitos nazistas infiltrados.

Longe de mostrar os "salvadores" que destroem o inimigo nazista, os filmes lembram que os soldados - tanto alemães quanto os resistentes - são homens, com seus medos, com seu ódio, mas também com uma capacidade imensa de ser solidário.

 
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